PNAD aponta estabilidade do emprego no Ceará
28/08/2020

As informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados hoje (28/8), revelam que a taxa de desemprego no Ceará permaneceu estável (12,1%), entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020. 

No trimestre em análise, o número de pessoas que saíram do mercado de trabalho estadual (574 mil pessoas) foi bem superior a redução de postos de trabalho (-472 mil), o que fez com que a estimativa de desempregados diminuísse (-65 mil pessoas). A taxa de participação caiu de 55,1% para 47,7%, no paralelo com o trimestre anterior.

Houve redução de postos no mercado de trabalho estadual (-472 mil postos de trabalho), o que fez com que a estimativa do número de ocupados recuasse de 3,6 para 3,1 milhões de pessoas, no trimestre encerrado em julho. Sob a ótica setorial, houve uma queda generalizada das oportunidades de trabalho, cuja exceção foi o segmento da administração pública, defesa, seguridade social, educação saúde humana e serviços sociais, que abriu 45 mil novos postos de trabalho.

Por posição na ocupação, diminuiu o assalariamento no setor privado (extinção de 271 mil empregos) tanto entre os trabalhadores com carteira assinada (-127 mil) quanto entre os sem carteira (-143 mil). Diminuiu também o número de trabalhadores por conta própria (-108 mil), domésticos (-92 mil) e familiares auxiliares (- 17 mil).

“Nesse período, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 9,4% em relação ao trimestre anterior (R$ 1.637), estimado em R$ 1.792. Já a massa de rendimentos reais recuou 4,7%, devido a queda do nível ocupacional, uma vez que houve elevação do rendimento médio real”, acrescenta o coordenador de Planejamento e Negócios, Júnior Macambira.