Ceará é destaque na geração de emprego formal no Nordeste
29/07/2021
Foto: Casa Civil
 

Pelo terceiro mês consecutivo, o Ceará registra um saldo positivo na geração de empregos formais. Em junho, o número de contratações com carteira assinada superou o de demissões no estado, com a criação de 9.717 novos postos de trabalho – o maior para a região Nordeste, com 38.045 admissões e 28.328 demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29/7), pelo Ministério da Economia.

No mês em análise, o nível do emprego formal subiu 0,81% e atingiu o total 1.206.361 empregos com carteira assinada. Em termos setoriais, esse resultado decorre especialmente do maior número de oportunidades de trabalho nos serviços (4.060 novos empregos), comércio (2.461), construção (1.367), indústria geral (1.085) e agropecuária (744), dado que a movimentação do emprego na administração pública permaneceu relativamente estável (-3).

Entre janeiro e junho de 2021, o saldo entre contratações e dispensas no mercado de trabalho cearense ficou positivo em 33.256 empregos, um resultado bem acima do registrado no mesmo período do ano passado com a extinção de 48,132 empregos com carteira assinada.

Para Vladyson Viana, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, os dados do Caged divulgados hoje mostram que o Ceará tem dado passos importantes para a retomada econômica. “O saldo positivo de 9.717 novos postos de trabalho formais nos destaca como o estado que mais gerou empregos na Região Nordeste. Isso é fundamental, porque mostra que a retomada econômica tem se consolidado, tem sido permanente. E para fortalecer ainda mais a geração de renda para a população, o governador Camilo Santana através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, tem desenvolvido iniciativas importantes, como o Ceará Credi, que pretende atender mais de 36 mil operações em todo o Estado do Ceará, e agora, o Mais Emprego Ceará, que vai gerar vinte mil postos de trabalho, subsidiados com o pagamento de cinqüenta por cento do salário mínimo”, destaca Viana.

Para incentivar a geração de emprego e renda e minimizar os efeitos da pandemia, o governo do estado vem investindo em programas como o Ceará Credi, que oportuniza o acesso ao crédito e capacitação para empreendedores formais e informais, trabalhadores autônomos e agricultores familiares. Além disso, neste mês, o governador Camilo Santana encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que institui o Programa Mais Empregos Ceará. A iniciativa deve gerar 20 mil empregos nos setores de comércio e serviços com o pagamento da metade do salário mínimo vigente durante seis meses.